Rachel Kizirian
Brasil
Minha relação com a arte começou em 2006, quando descobri o Scrapbook. Naquele momento, percebi que o papel, as formas e as composições poderiam ser mais do que um registro; poderiam ser expressão. Com o tempo, senti a necessidade de expandir, de soltar as amarras e permitir que a criatividade fluísse de maneira mais livre. Foi então que encontrei a colagem.
Na colagem, descobri um território onde a emoção e a intuição conduzem o processo. Cada recorte e cada junção são escolhas que carregam sentidos, histórias e fragmentos de mim mesma. Essa linguagem me possibilita não apenas criar imagens, mas construir diálogos entre o passado e o presente, entre o visível e o oculto.
Minhas colagens dialogam diretamente com a minha fotografia: ambas buscam revelar aquilo que normalmente não se vê, ou provocar uma emoção em quem observa. Trabalho de forma analógica, recortando e compondo manualmente. Minhas matérias-primas vêm de revistas antigas, de 1964 e 1965, mas também de edições contemporâneas. Essa mistura entre o antigo e o moderno cria tensões e harmonias que me interessam profundamente.
Cada obra é um convite para olhar além da superfície; para perceber nas camadas e nos contrastes uma narrativa sensível que ultrapassa o tempo.












